terça-feira, 30 de novembro de 2010

O Senhor está para chegar!

No último domingo iniciamos o Advento, tempo de oração e meditação, na esperança da vinda de Jesus, o Salvador.


"O tempo do Advento tem uma dupla característica: é tempo de preparação para a solenidade do Natal, em que se recorda a primeira vinda do Filho de Deus entre os homens e simultaneamente é o tempo no qual, através desta recordação, o espírito é conduzido à espera da segunda vinda de Cristo no final dos tempos.

A tonalidade de fundo que percorre o 1º domingo é a da espera vigilante do Senhor. Ele anuncia o seu retorno. Devemos estar alertas. É preciso vigiar e estar pronto para comparecer de pé diante do Filho do homem. Um germe de justiça se instaurará no fim dos tempos, pelo que devemos estar firmes e irrepreensíveis.

Se o reino dos céus está próximo, é mister preparar os caminhos. É o tema específico do 2º domingo do Advento. Devemos saber ver a salvação de Deus, cobrir-nos como manto da justiça e revestir-nos do esplendor da glória do Senhor.

O 3º domingo apresenta os tempos messiânicos. Um mais poderoso que João Batista deve chegar. Já está aqui. É esse o tempo da fraternidade e da justiça.

O 4º domingo do Advento anuncia a vinda iminente do Messias.De Judá sairá aquele que vai reger Israel. Ele vem para cumprir a vontade de Deus."

(Livro: O Ano Litúrgico - Histórico, teologia e celebração)



Em cada domingo deste belíssimo tempo acendemos uma vela na coroa do Advento, simbolizando a nossa espera pelo nascimento de Jesus:

"Nestas quatro semanas somos convidados a esperar Jesus que vem. É um tempo de preparação e de alegre espera do Senhor. Nas duas primeiras semanas do Advento, a liturgia nos convida a vigiar e a esperar a vinda gloriosa do Salvador. Nas duas últimas, a Igreja nos faz lembrar a espera dos Profetas e de Maria pelo nascimento de Jesus.

A coroa é o primeiro anúncio do Natal. O verde é o sinal de esperança e vida, enfeitada com uma fita vermelha, simbolizando o amor de Deus por nós, que se manifesta de maneira suprema no nascimento do Filho de Deus humanizado.

A coroa é composta de quatro velas nos seus cantos presas aos ramos formando um círculo. O círculo não tem começo nem fim, é símbolo da eternidade de Deus e do reinado eterno do Cristo. A cada domingo acende-se uma delas.

As quatro velas do Advento simbolizam as grandes etapas da salvação em Cristo." (site Canção Nova, adaptado)





Neste primeiro domingo do Advento, acendemos a primeira vela. A luz nascente nos conclama a refletir e aprofundar a proximidade do Natal, onde Cristo, Salvador e Luz do mundo brilhará para a humanidade. Lembra ainda o perdão concedido a Adão e Eva.








A exemplo da Mãe de Deus, em atitude de silêncio e reflexão, preparemo-nos para receber Jesus que procura em nossos corações uma manjedoura feita com sacrifícios, orações e amor, onde possa repousar na Noite de Natal. Com a Imaculada rezemos:


"Vem, Jesus, ó Rei divino ao meu pobre coração! Eu te espero com saudade, alegria e gratidão...se o mundo te rejeita com dureza e rigor, minha alma te acolhe com ternura e amor!"


Nos próximos domingos acenderemos as demais velas da coroa do Advento!



segunda-feira, 1 de novembro de 2010

"Bem-aventurada Dulce dos Pobres"

"A Congregação para a Causa dos Santos do Vaticano reconheceu, através de voto favorável e unânime de seu colégio de cardeais e bispos, a autenticidade de um milagre atribuído à Irmã Dulce, cumprindo, dessa forma, a última etapa do processo de beatificação da religiosa. O anúncio foi feito na manhã da quarta-feira (dia 27) pelo arcebispo D. Geraldo Majella Agnelo, em coletiva realizada na sede das Obras Sociais Irmã Dulce, em Salvador. De acordo com o cardeal, antes do Natal o Papa Bento XVI assinará o decreto oficializando a concessão do título de Beata ou Bem-aventurada à freira baiana. Com o reconhecimento final do Papa, Irmã Dulce passará a se chamar “Bem-aventurada Dulce dos Pobres”. Um dia após o decreto papal, o processo de canonização da bem-aventurada já poderá ser iniciado. Já a cerimônia de beatificação do Anjo Bom do Brasil está programada para o primeiro semestre de 2011, no Parque de Exposições. O milagre validado pelo Vaticano passou por três etapas de avaliação: uma reunião com peritos médicos (que deram o aval científico), com teólogos, e, finalmente, a aprovação final do colégio cardinalício, tendo sua autenticidade reconhecida de forma unânime em todos os estágios. Uma graça só é considerada milagre após atender a quatro pontos básicos: a instantaneidade, que assegura que a graça foi alcançada logo após o apelo; a perfeição, que garante o atendimento completo do pedido; a durabilidade e permanência do benefício e seu caráter preternatural (não explicado pela ciência). “O milagre apresentado no processo foi examinado meticulosamente por especialistas do Brasil e de Roma. Um reconhecimento que vem mais uma vez confirmar a vida de virtudes de Irmã Dulce – trajetória essa baseada na total dedicação aos pobres e doentes”, afirmou D. Geraldo.


A graça – Segundo o médico Sandro Barral, um dos peritos que participou do processo de análise do milagre, a graça validada ocorreu em 2001, em uma cidade do interior do Nordeste. “Foi um caso de pós-parto, onde a paciente apresentava um quadro de forte hemorragia não controlável. Em um período de 18 horas, por exemplo, ela chegou a passar por três cirurgias, mas o sangramento não cessava. Contudo, sem nenhuma intervenção médica, a hemorragia subitamente parou e a paciente passou a ter uma impressionante recuperação”, explica. Conforme relatos da época, o fim do sangramento ocorreu no mesmo instante em que um grupo de orações pedia a intercessão de Irmã Dulce em favor da parturiente. “A corrente de orações foi proposta por um sacerdote, contemporâneo de Irmã Dulce, que chegou, inclusive, a enviar para a família dela um pedaço de tecido do hábito (relíquia) que pertenceu à religiosa”, comenta o assessor de Memória e Cultura das Obras, Osvaldo Gouveia. Ainda segundo dados do processo, ao ser chamado ao hospital onde a parturiente estava, o médico que a atendia achou na ocasião que estava indo assinar seu atestado de óbito, em virtude da gravidade da situação, mas ao chegar ao local encontrou a mãe já recuperada do sangramento e com o bebê em seus braços. A identidade da paciente e o local do milagre só poderão ser revelados um mês antes da cerimônia de beatificação de Irmã Dulce.





Leia mais sobre a vida de Irmã Dulce



"A gente vê que é a Providência Divina que mantém, que toma conta, que dirige, e que a gente é somente um instrumento bem fraco nas mãos de Deus."

(Irmã Dulce)



(Fonte vídeo: http://www.irmadulce.org.br/___teste/anjobom/)




Obras sociais Irmã Dulce



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